A estratégia de negócios do Banco Indusval S.A. objetiva o crescimento sustentável de suas atividades e perenidade de suas operações no longo prazo. Para tanto, tem investido continuamente recursos financeiros, materiais e humanos no aperfeiçoamento de metodologias de controle de riscos, na melhoria de processos internos e na expansão e modernização da infraestrutura tecnológica que darão suporte à futura expansão das atividades do Banco.

Gestão de Riscos

O gerenciamento de riscos é uma das atividades mais importantes do Banco Indusval & Partners, sendo que o constante aprimoramento da gestão e controle dos riscos de crédito, mercado, liquidez e operacional são fundamentais para gerar estabilidade nos resultados financeiros e aperfeiçoar a alocação de capital.

As ferramentas de mensuração e gerenciamento de riscos proporcionam o avanço da eficiência operacional de todas as unidades do Indusval & Partners, reduzindo o nível de perdas e visando otimizar a utilização do capital disponível de acordo com seus objetivos comerciais.

As políticas de gerenciamento de riscos garantem uma estrutura de controle compatível com as suas operações, seus produtos e serviços, além de ser capaz de mensurar a exposição aos riscos e garantir que estes sejam adequadamente identificados, analisados, controlados e reportados de maneira eficiente e eficaz.

A estrutura organizacional de gerenciamento de riscos implementada no Banco Indusval & Partners está em conformidade com as melhores práticas de governança corporativa.

O Conselho de Administração e a Diretoria revisão anualmente as estruturas e políticas de gestão de riscos, incluindo-se, mas não se limitando a, Gerenciamentos de Risco de Crédito, Gerenciamento de Risco de Mercado, Gerenciamento de Risco de Liquidez, Gerenciamento de Risco Operacional, da instituição sendo responsável pelas informações divulgadas.

O Risco de Crédito trata da possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao descumprimento de obrigações contratuais pactuadas, seja pelo tomador ou contraparte, considerando também, a desvalorização do contrato assumido, devido à maior exposição ao risco pelo tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação e aos custos de recuperação.

A estrutura de Gerenciamento do Risco de Crédito deve possibilitar a identificação, mensuração, controle e mitigação de riscos, além de definir procedimentos e rotinas consistentes, que possibilitem a gestão integral do Risco de Crédito envolvido em todas as fases do negócio.

O Risco de Mercado trata da variação nos valores dos ativos e passivos, causadas pela oscilação das taxas praticadas pelo mercado (como juros, ações, cotações de moedas e preços de commodities) e também de mudanças na correlação (interação) entre eles e em suas volatilidades.

A administração de riscos envolve um conjunto integrado de controles e processos em consonância com as melhores práticas de mercado, abrangendo todo o conglomerado financeiro. Este risco é identificado, mensurado, mitigado e gerenciado com grande cautela, seguindo diretrizes conservadoras quanto à exposição a riscos. Seu monitoramento é diário e de maneira independente: a Área de Riscos está segregada da Tesouraria e de qualquer outra área que possa influenciar seus resultados e análises.

As principais ferramentas e medidas para gerenciamento do risco de mercado são: o VaR (Value at Risk), que é uma medida estatística que estima a perda potencial máxima do valor da carteira do banco em condições normais de mercado dentro de uma determinada circunstância (horizonte de tempo); o cálculo de perdas em cenário de estresse (Teste de Estresse), que determina os efeitos de condições extremas de mercado (tanto positivas quanto negativas) no valor do portfólio do Banco; e a Análise de Sensibilidade.

A política, as estratégias e os limites de exposição a risco de mercado são propostas e revisadas anualmente pela área responsável e aprovadas pela Diretoria Executiva e Conselho de Administração.

Entende-se por risco de liquidez possíveis descasamentos entre pagamentos e recebimentos que possam afetar a capacidade de cumprimento de uma ou mais obrigações. Este risco também decorre da incapacidade de captar recursos em volume suficiente para honrar seus compromissos de curto, médio e longo prazo.

A política de gerenciamento de risco de liquidez, aprovada pelo Conselho de Administração e revisada anualmente, estabelece princípios, diretrizes e responsabilidades para a gestão do risco de liquidez do conglomerado, em conformidade com as práticas de controle do risco de liquidez de que trata a Resolução 2.804/2000 do Banco Central do Brasil. Estes critérios e procedimentos determinam a reserva de liquidez mantida em caixa num cenário normal de mercado, bem como as medidas a serem tomadas em casos contingência de liquidez.

Em atendimento aos requisitos legais e alinhado às melhores práticas de mercado, o conglomerado Indusval & Partners implementou uma estrutura para gerenciamento do risco operacional, composta por um conjunto de políticas, procedimentos e ações permeadas pela filosofia de melhoria contínua.

Conforme definido na Resolução 3.380/2006 do Banco Central do Brasil, risco operacional relaciona-se à possibilidade de ocorrência de perdas financeiras resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, sistemas, pessoas e/ou eventos externos à instituição.

O conglomerado Indusval & Partners adotou o método ASA 2 - Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada, para cálculo de alocação de capital da parcela de risco operacional em alinhamento com a Circular 3.383/2008 do Banco Central do Brasil.

Gerenciamento de Capital

O gerenciamento de capital é uma atividade de fundamental importância para o BI&P - Banco Indusval & Partners e o constante aprimoramento da gestão e controle dos riscos de crédito, mercado, liquidez e operacional têm contribuição relevante para gerar estabilidade nos resultados financeiros e aperfeiçoar a alocação de capital.

Desta forma, o processo de gestão eficiente do capital contempla a otimização do capital utilizado e o alinhamento com a estratégia de negócios da Instituição e com seu apetite de risco. Portanto, a Estrutura de Gerenciamento de Capital abrange as Políticas de Gerenciamento de Riscos, de Gerenciamento de Risco de Crédito, de Gerenciamento de Risco de Mercado e de Liquidez, de Gerenciamento de Risco Operacional e de Divulgação de Informações de Riscos.

De acordo com a Resolução nº 3.988 do Conselho Monetário Nacional, define-se o gerenciamento de capital como o processo contínuo de:

  • Monitoramento e controle de capital mantido pela Instituição;
  • Avaliação da necessidade de capital para fazer face aos riscos a que a Instituição está sujeita;
  • Planejamento de metas e de necessidade de capital, considerando os objetivos estratégicos da Instituição.

A Estrutura de Gestão de Capital deverá auxiliar a Diretoria Executiva e o Conselho de Administração com informações consistentes que forneçam uma visão detalhada do perfil de risco da Instituição e do capital requerido para fazer frente a cada tipo de risco. Essa Estrutura deve, ainda, implementar e acompanhar o Plano de Capital e apresentar alternativas para mitigar desvios, além de manter a Administração constantemente atualizada sobre a regulamentação vigente.

Em conformidade com a regulamentação, e visando manter o Gerenciamento de Capital adequado ao planejamento estratégico e às condições de mercado, as políticas e estratégias para o gerenciamento de capital devem ser anualmente revisadas e aprovadas pelo Conselho de Administração.